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Redes sociais para adolescentes: por que esse controle é importante?

Redes sociais para adolescentes: por que esse controle é importante?

Education | 04/03/2020

As últimas pesquisas referentes ao uso das redes sociais no Brasil apontam que 62% da população está conectada a pelo menos uma plataforma. Ou seja, podemos considerar que esse universo já faz parte da cultura de nossa sociedade. Neste cenário, o interesse pelo uso começa cedo e, cada vez mais, os pais procuram se informar a respeito do uso adequado das redes sociais para adolescentes.

Inclusive, já existe um perfil do usuário. No Brasil, o Instagram é o aplicativo eleito pelos jovens, utilizando de maneira ativa por cerca de 1h30 por dia. E como fazer o controle efetivo do uso, respeitando a individualidade e autonomia dos filhos? É possível haver um equilíbrio ou utilizar as plataformas de forma benéfica? Saiba a resposta para essas e outras perguntas agora mesmo.

1. Entenda o uso das redes sociais para adolescentes

A transição da infância para a adolescência e posteriormente para a fase adulta, são etapas deliciosas em nossas vidas. Nesse período, uma das características encontradas com bastante facilidade nos jovens é a necessidade de estar perto dos amigos.

Tudo é muito intenso nessa fase, e a possibilidade de poder se comunicar virtualmente com familiares e amigos, quase que em tempo integral, é interessante e bastante atrativa, não só para os jovens, mas para toda a família. Prova disso é que no passado, a internet era um lugar “proibido” aos pais. Hoje, pais, tios, avós e primos criaram seus próprios grupos no WhatsApp.

Você já parou para pensar como essa mudança foi interessante? Aparentemente, a tecnologia acessível só nos trouxe vantagens. No entanto, quando o assunto diz respeito às redes sociais para adolescentes, é preciso ter cautela: o uso desenfreado das plataformas pode ser perigoso para os jovens.

Pais e responsáveis precisam ficar atentos ao comportamento dos filhos e às possíveis mudanças nele, geradas após iniciarem o uso de aplicativos como Facebook, Twitter e Instagram. Além dos cuidados básicos a serem tomados, é importante ficar de olho se o adolescente está se isolando ou não.

Isso porque utilizar sites para se relacionar socialmente pode fazer com que a pessoa que já tem problemas de autoestima se sinta ainda mais inferiorizada. Ou ainda, conhecer algum indivíduo mal intencionado.

Interação com amigos, canais no YouTube e jogos costumam fazer parte desse cotidiano virtual e, nesse contexto, tudo pode acontecer. Por isso, é fundamental ficar de olho. No entanto, proibir o uso não é o caminho, já que as redes sociais também podem ser aliadas na hora do aprendizado.

O mais importante é ser amigo do seu filho. Ter um posicionamento radical não vai fazer com que o adolescente use as redes de forma responsável. Muito pelo contrário, ele pode ter algumas atitudes que passarão longe dos seus olhos e será impossível manter a segurança.

2. 5 dicas para fazer o controle das redes sociais com segurança e respeito

As notícias a respeito dos adolescentes que são ludibriados por pessoas mal-intencionadas ou que sofrem de algum tipo de problema psicológico, potencializado pelo uso da internet, podem ser desesperadoras para pais e mães.

No entanto, é possível controlar o acesso às plataformas de maneira respeitosa e consciente, sem o risco de afastar o jovem da família ou fazer com que ele comece a acessar determinados conteúdos escondido, com medo de represálias.

Este tópico procura abordar, de maneira um pouco mais aprofundada, algumas regras que podem ser aplicadas para ajudar nesse processo. No geral, é possível:

  • restringir o acesso quando o adolescente não cumprir o combinado;
  • estabelecer que não deve haver segredos entre você e ele no uso das redes;
  • no caso do uso do computador, exigir que seja utilizado em um local visível;
  • definir quais sites são inapropriados.

Também é preciso ficar atento a comportamentos que possam ser considerados excessivos, abandonar algumas atividades ou afastar-se do convívio social para ficar online. Confira agora, com mais detalhes, como essas questões podem ser trabalhadas.

2.1 Estabelecer uma idade mínima para uso

Quando o assunto é o uso de redes sociais na adolescência, estabelecer uma idade mínima para acesso a esses recursos é primordial. Muitas famílias se iludem achando que a criança já é madura em relação aos colegas, mas podem acabar caindo em uma armadilha.

As próprias plataformas estabelecem que a criança tenha no mínimo 13 anos, como o Facebook, Twitter e Instagram. O WhatsApp é um pouco mais exigente, adotando os 16 anos como faixa etária mínima para o uso.

Quando seu filho pedir para ter um perfil – ou criar sem o seu consentimento – avalie se ele está na idade indicada pelos desenvolvedores, se há maturidade para ingressar nesse ambiente e responsabilidade para fazer parte da rede.

2.2 Faça a mediação adequada

Se por um lado as redes sociais podem ser nocivas, de outro podem ser muito úteis para estudar e promover a integração entre escola e colegas de turma. A linha é tênue e para não ser ultrapassada, é preciso uma boa mediação.

Pais devem ficar constantemente atentos ao comportamento dos filhos. Os conteúdos vistos e publicados precisam passar pelo crivo do pai, da mãe ou do responsável. O mesmo vale para o tempo em que ficam conectados.

Para que isso seja feito com respeito e de forma não invasiva, procure estar na mesma rede que eles e pedir para que sejam amigos. No entanto, questione as publicações e amizades apenas se houver necessidade. Do contrário, ele pode utilizar alguma função da própria plataforma para ocultar alguns dados.

2.3 Determine em quais momentos seu uso é proibido

O adolescente deve saber que o uso das redes sociais não pode atrapalhar as outras atividades do cotidiano, sejam elas obrigações como os estudos, sejam momentos de lazer em família como um almoço de domingo.

Ainda que a internet seja uma aliada na hora de estudar, ela não deve ser instrumento exclusivo. Do contrário, o material didático físico já teria sido abolido de vez.

Em vez de estabelecer horário para que ele use o smartphone, defina quando serão os intervalos sem o uso do aparelho. Só fique atento para servir como bom exemplo: não adianta coibir a internet na mesa do jantar se você mesmo utiliza para checar as conversas do WhatsApp.

2.4 Fique atento aos sinais

Infelizmente, as redes sociais podem ser utilizadas como um refúgio para crianças e adolescentes em depressão ou com outros problemas psicológicos. Por isso, é importante prestar atenção aos finais.

Isolamento, mudança bruscas no humor, interesses ou assuntos e a troca repentina de amigos podem ser interpretados como sinais de alerta. Caso isso esteja acontecendo, observe atentamente com quem o adolescente está se relacionando e que tipo de conteúdo está consumindo.

Buscar apoio profissional de um psicólogo é sempre válido. Se estiver preocupado, não hesite em pedir ajuda.

2.5 Procure conscientizar o adolescente sobre os perigos da internet

Muitos falamos sobre a importância da comunicação, e entendemos que estabelecer um dialogo transparente e saudável com um adolescente pode ser uma árdua missão. Para facilitar, preparamos uma lista com alguns conselhos importantes que podem ser trabalhados:

  • não conversar com estranhos;
  • preservar a intimidade;
  • não enviar fotos, marcar encontros ou revelar o endereço;
  • buscar séries e filmes que mostrem como uma pessoa mal-intencionada pode agir;
  • ensinar sobre cyberbullying;
  • explicar como uma campanha de marketing funciona;
  • pedir que evite entrar em grupos que não sejam das escolas que frequenta ou relacionados à família.

3. Saiba como as redes sociais podem ser benéficas

No passado, uma geração era classificada a cada 25 anos. Hoje em dia, isso acontece mais rápido. A geração do momento é constituída por pessoas que já nasceram conectadas e sequer imaginam como era viver num mundo onde não exista internet ou a troca de informações em tempo real.

Essa geração pensa rápido e não só vive muitas coisas ao mesmo tempo como gosta e deseja que as coisas sejam dessa maneira. Graças a tecnologia, os adolescentes têm interesse genuíno em compreender as ferramentas que permitem que isso seja possível.

Mais que isso, se interessam até por assuntos considerados mais sérios e voltados para o universo adulto. Hoje, além de consumirem entretenimento, acompanhar notícias e jornais também faz parte da rotina online dos adolescentes.

É por conhecer esse perfil que as instituições de ensino já utilizam as redes sociais como recurso para potencializar o aprendizado.

3.1 Benefícios de usar as redes sociais para educação

As escolas já descobriram que as redes sociais para adolescentes podem ser utilizadas como plataformas de ensino e relacionamento entre pais, alunos e professores. Dessa forma, todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem – seja na escola, seja em cursos extras como os de idiomas – podem trocar experiências, verificar notas, avaliações e o conteúdo que está sendo aprendido.

Para os professores, elas funcionam como uma forma de promover o intercâmbio de informação e comunicação. Sendo assim, podem ser utilizadas de maneiras realmente benéficas como:

  • um canal de informação para que dúvidas sejam retiradas com eficiência e rapidez;
  • divulgação de notas e resultados de trabalho;
  • participação de enquetes;
  • divulgação de datas de interesses da classe,
  • compartilhar estudos de caso;
  • relatar instruções sobre tarefas;
  • fornecer dicas para a elaboração de trabalhos;
  • centralizar em um só lugar todas as atividades de ensino para que os pais acompanhem o que acontece na vida do filho.

É claro que o uso de plataformas sociais e aplicativos não devem ser resumidos a trazer mais autonomia para os estudos do adolescente e controle dos pais. Os benefícios devem ir além, atingindo o jovem no que diz respeito a sua formação, construção de personalidade e vida profissional.

Veja o que uma boa rede pode fazer pelo seu filho:

  • aumentar o senso de comunidade devido à proximidade produzida pelas redes sociais;
  • aumentar a fluência e facilidade de comunicação entre professores e alunos, promovendo uma participação maior por parte do jovem, que se sente motivado e encorajado a tirar dúvidas e ser mais ativo durante as aulas e atividades;
  • melhorar a eficácia do uso prático de Tecnologias da Informação e Comunicação para atuar profissionalmente;
  • facilitar a construção de habilidades para trabalhar em equipe.

3.2 Como escolher uma instituição que usa as redes sociais a favor da educação

De acordo com o que pontuamos a respeito dos benefícios das redes sociais para a educação de crianças e adolescentes, é fundamental saber como escolher uma instituição que saiba utilizar aplicativos e plataformas a favor do aprendizado.

E não são apenas as escolas de ensino regular que merecem essa atenção. Cursos de idiomas e outras atividades extracurriculares também já começam a disponibilizar essas ferramentas para trazer mais qualidade a experiência.

As escolas de idiomas são grandes exemplos do uso adequado da tecnologia. Além de disponibilizar aplicativos com atividades lúdicas para treinar inglês, também fazem questão de compor no WhatsApp para engajar os alunos e manter a prática fora da sala de aula.

Portanto, podemos concluir que esses aplicativos surgem não só para facilitar os estudos, mas também, para ajudar a integração com a instituição e com os colegas. Boas escolas disponibilizam, na palma da mão, conteúdos exclusivos, informações sobre aulas, promoções e muito mais.

Confira as principais funcionalidades de um bom aplicativo voltado para estudos e integração:

  • prepara o aluno para aulas, incluindo áudios e dicas;
  • traz um glossário contendo todas as palavras utilizadas nos livros e suas traduções;
  • disponibiliza testes e quizzes para colocar os conhecimentos em prática;
  • dispõe de recursos de realidade virtual;
  • oferece calendário e alarme para que o adolescente nunca perca seus principais compromissos, dentro e fora da sala de aula;
  • gera cupons de desconto;
  • permite que o app seja personalizado;
  • disponibiliza informações úteis como horário de abertura, férias e recessos.
  • alguns também disponibilizam cursos gratuitos de extensão, como forma de potencializar o aprendizado.

A melhor orientação sobre o uso das redes sociais para adolescentes, como todos os assuntos pertinentes ao universo desses jovens, é o diálogo. Optar pela comunicação transparente, honesta e saudável continua sendo a melhor estratégia para educar e orientar os filhos.

Falando nisso, você realmente sabe porque é tão importante que seu filho estude inglês? Entenda porque conhecer uma segunda língua é fundamental na educação.

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